Muitas vezes o cliente chega ao consultório querendo eliminar a ansiedade, a tristeza ou a dúvida. Porém, fenomenologicamente, a questão clínica não é: "Como faço para não sentir isso?" Mas: "O que essa experiência está tentando me mostrar sobre minhas necessidades, meus limites, meus valores e minha forma de estar no mundo?"
É por isso que processos de mudança profunda costumam gerar desconforto. A pessoa está abandonando formas antigas de organização, mas ainda não consolidou novas formas de existir. O desconforto, então, não é necessariamente um sinal de que algo está errado; muitas vezes é um sinal de que algo está se reorganizando.
O sofrimento do adoecimento tende a perguntar: "Como saio daqui?" A maturidade psicológica tende a perguntar: "O que preciso aprender enquanto estou aqui?"
Ou seja, tudo que nos chega pela dor tende a nos ensinar algo. A pergunta é: o que farei com isso?
É por isso que processos de mudança profunda costumam gerar desconforto. A pessoa está abandonando formas antigas de organização, mas ainda não consolidou novas formas de existir. O desconforto, então, não é necessariamente um sinal de que algo está errado; muitas vezes é um sinal de que algo está se reorganizando.
O sofrimento do adoecimento tende a perguntar: "Como saio daqui?" A maturidade psicológica tende a perguntar: "O que preciso aprender enquanto estou aqui?"
Ou seja, tudo que nos chega pela dor tende a nos ensinar algo. A pergunta é: o que farei com isso?
Eudes Alencar
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